PRIMEIRO CONTATO
COM A COMUNIDADE

“Em 1984, cheguei para me fixar no Jardim Novo Osasco. Um bairro da periferia. Não conhecia nada e me sentia muito sozinha.
Para me socializar, resolvi usar o meu Certificado de Catequese para dar aulas nas igrejas do bairro e em um orfanato. Igreja Nossa Senhora das Graças, Igreja São José Operário, Igreja São Domingos e o Lar São Lázaro. Durante 5 anos esse trabalho me realizou, trazendo-me muita satisfação.”

IDENTIFICANDO A NECESSIDADE

“Ouvindo as queixas dessas crianças da catequese que diziam: ”Tia, em casa não tem nada pra comer; minha mãe está muito doente, precisando de um remédio; meu barraco chove dentro; meu pai precisa de uma cadeira de rodas”. Achei que talvez fosse fantasia deles, então comecei a fazer algumas visitas às residências dessas crianças. Fiquei chocada. Nunca tinha visto tantas necessidades e comecei a pensar em como poderia ajudá-los.”

TRABALHO SOCIAL

“Após analisar as formas de como ajudar as pessoas carentes da região; “tive a ideia de arrecadar roupas, sapatos e tudo o que as pessoas do bairro pudessem doar, para fazer um bazar e levantar fundos para poder ajudá-los.”

“Foi uma experiência incrível. Esses bazares eram feitos no quintal de suas casas, no campo de futebol mais próximo ou em algumas igrejas. Tinha um amigo que me ajudava a levar em média de 80 a 100 sacos de 100 litros de roupas que eram vendidas a 50 centavos; no final distribuía o restante das roupas para quem não podia colaborar; era uma festa.”

MOBILIZAÇÃO SOCIAL

“Passados 18 dias, esse valor arrecadado era devolvido em benefícios para aquela família e o que sobrava de dinheiro eu fazia estoque de material em casa: cadeira de rodas, cestas-básicas, remédios, material de ortopedia e, assim quando eles necessitavam desses atendimentos, vinham buscar em minha casa.”

COMEÇO DE UM SONHO

“Em 1989 consegui montar o trabalho em uma garagem doada por um morador. Nesse espaço montei a farmácia comunitária, o material de ortopedia e a comunidade passou a retirar os benefícios neste espaço na Rua Jesuíno Antônio, no mesmo bairro.”

Aparecida de Fátima Duenas

Fundadora e presidente do instituto